Postado por : Sigert Jun 3, 2016

Caminhos a serem trilhados

Um som agudo se propagou pelo quarto onde repousava Sapphire, após uma longa noite planejando os últimos detalhes para sua partida. A menina estava debruçada na cama, com sua roupa casual completamente amarrotada. Ela abria os olhos devagar, lutando contra suas próprias pálpebras que naquele momento tinham o peso de um Rhyperior. Ainda recuperando a lucidez, olhava para os lados com uma expressão vaga e exausta, sem se dar conta da importância daquele dia.

Quando se viu consciente, deu um salto desesperado da cama. Dez da manhã. Muito além do que era o combinado para que ela estivesse no laboratório de seu pai. Correu depressa para o banheiro, onde tomou uma ducha rápida para se livrar do sono. Pegou uma roupa mais leve, arrumou seus cabelos prendendo-os com um laço vermelho, que lhe atribuía uma aparência mais inocente. Escovou os dentes rapidamente e desceu as escadas como um míssil. Ou melhor, como uma bola. Na correria ela trançou as próprias pernas, levando um tombo violento. Apenas um berro foi ouvido antes do baque surdo que quase fez tremer o chão, tamanha foi a força da queda.

— Sapphire, você está bem? — perguntou Cecilia, vindo ao encontro da filha com uma expressão preocupada. — Você se machucou?

— Por sorte não, mas agora não posso falar! Estou muito atrasada! TCHAU!

— Espere, e o café da — só então Cecilia se deu conta de que a menina já tinha desaparecido completamente da casa — manhã...

A garota disputava corrida com o vento, e só pensava em chegar o mais rápido possível. Após cruzar algumas casas, ela finalmente chegou ao laboratório de Birch, a maior construção daquele pequeno vilarejo. Ela deu um empurrão na porta, que bateu bruscamente na parede assustando os presentes, entre os quais estavam Birch, Ruby e alguns assistentes de pesquisas. O pai da menina deu um longo suspiro em negação.

— Sapphire, era para você estar aqui há duas horas — disse o cientista. — Aconteceu alguma coisa?

— Beeeem, eu acho que perdi a hora — respondeu a garota com um sorriso travesso, tentando disfarçar a falta de ar. — Espero que não estejam irritados comigo.

O cientista balançou a cabeça negativamente, mas resolveu não questionar. Apenas voltou sua atenção para o que precisava ser feito: dar aos dois tudo o que era necessário para que pudessem sair em jornada estando bem preparados. O homem caminhou até uma mesa distante, deixando naquele local dois jovens curiosos. Quando retornou, trazia consigo uma maleta e um pequeno aparelho em tamanho de bolso. Ele entregou o dispositivo nas mãos de sua filha.

— Acredito que você já sabe o que é isso — disse, mostrando um sorriso.

— É claro que eu sei — respondeu Sapphire, ainda curiosa. — Não me diga que eu sou "a escolhida".

— Eu tive muito trabalho para construir essa Pokédex. Precisei da ajuda de Samuel Oak, senão eu sequer teria terminado esse aparelho. É parte do meu projeto trazer a grande invenção dele para a nossa região e ajudar os treinadores daqui, mas para isso seria preciso coletar um bom nível de informações. Por isso a guardei e tive tanto rigor na hora de escolher quem iria carregá-la por Hoenn, e agora vi em você a escolha certa. Fico feliz em ter aguardado. Afinal, quem melhor que minha filha para levar para mim algo tão importante pelo continente inteiro sem me fazer perder a tranquilidade?

— Quando eu morava em Violet, alguns treinadores possuíam uma Pokédex, mas essa é a primeira vez que vejo uma tão de perto — analisou Ruby, sem tirar os olhos curiosos do dispositivo.

Logo em seguida Birch pegou a maleta e a colocou cuidadosamente em cima da mesa onde eles estavam. Desfez as duas travas, revelando três Pokéballs dentro dela. Elas brilhavam intensamente, refletindo a luz vinda das lâmpadas acesas do laboratório, mostrando que estavam perfeitamente lustradas e bem cuidadas. O cientista sorriu bem como Ruby e Sapphire, esta última já a ponto de transbordar de euforia.

— Aqui estão três Pokémons especiais, conhecidos por serem excelentes para treinadores que estão começando.

Birch liberou os três monstrinhos para que Sapphire e Ruby pudessem avaliar as escolhas. O primeiro se tratava de um lagarto verde com a cauda mais escura e uma coloração vermelha que ia da barriga até a parte de baixo de sua boca. Seus grandes olhos amarelos observavam o local com estranheza, parecendo um pouco surpreso em ver um cenário diferente do habitual. O segundo era um anfíbio de cor azulada, com a barriga e a cauda em tons mais claros. Acima da cabeça, que mantinha uma expressão de curiosidade, surgia uma espécie de crista, e em cada bochecha uma barbatana de cor amarelada. Por último, um pintinho de penugem alaranjada, exceto pelas asas e crista amarelas. Possuía um olhar desconfiado, e parecia não querer socializar muito.

— Estes são Treecko, Mudkip e Torchic — disse Birch. — São, respectivamente, dos tipos planta, água e fogo.

Os meninos olhavam animados para as pequenas criaturinhas. Eles analisavam cada um, tendo em mente que aquela escolha seria para a vida toda. Sapphire foi a primeira a se manifestar.

— Acho que vou ficar com o Torchic — disse a menina. — Ouvi dizer que eles são bem fortes, especialmente quando evoluem.

— Nesse caso acho que vou ficar com o Treecko — falou Ruby. — Digamos que ele tem uma beleza exterior diferenciada, parece ser bem forte e, por ser um Pokémon do tipo planta, provavelmente tem uma lista de possíveis ataques muito belos. Com certeza me ajudará nos contests.

O pequeno Treecko pareceu irritado ao ouvir o comentário do garoto, mas sequer teve tempo de reagir, e já foi recolhido de volta à Pokéball, bem como o Torchic. Birch, no entanto, coçou a barba por alguns segundos, parecendo preocupado.

— Só preciso dizer a vocês uma coisa. Escolheram Pokémons por parecerem mais fortes. Isso é um erro bastante comum no começo. O certo é que vocês procurem as personalidades deles, as características. Pokémons são como nós, cada um com suas peculiaridades, e só aqueles que conseguem ver o que está atrás da cortina de seus corações podem compreendê-los, e assim se tornar grandes. Entenderam?

Ruby e Sapphire não pareciam ter compreendido bem as palavras do professor, mas assentiram de forma a não fazer transparecer suas dúvidas. Birch ainda parecia desconfiado, mas decidiu não forçar o lado dos jovens. Aquele era um momento emblemático em suas vidas, e a euforia de ter o primeiro Pokémon era algo que todos os aspirantes a treinador deveriam poder desfrutar um dia.

Birch recolheu Mudkip para a Pokéball, e ficou encarando a esfera em sua mão. Ele ainda a olhava com uma expressão não muito feliz, mas ao ter uma ideia pôde se sentir mais aliviado. Caminhou até sua filha e a entregou o pequeno Pokémon aquático.

— Quero que leve Mudkip com você também.

— Espera um pouco — Sapphire o interrompeu. — Achei que não fosse ético dar dois Pokémons para um treinador iniciante. Digo, alguns podem ter, mas já os trazendo de casa. Eu não posso receber dois de um professor.

— Verdade, eu tinha me esquecido desse detalhe — Birch então riu, um pouco sem graça. — Só que também não posso ficar com este Pokémon. Não temos espaço nem tempo para cuidar. Nesse caso, quero que leve Mudkip para encontrar um treinador apropriado.

— Vai me incumbir da tarefa de avaliar se alguém é apto a receber um Pokémon?

Sapphire estava incrédula. Por muitas vezes ela viu seu pai realizando este tipo de tarefa, mas isso não significava que ela tinha noção de como avaliar tais atributos. Birch, por outro lado, mantinha-se confiante de que a menina saberia realizar este trabalho de forma correta.

O homem apenas afagou os cabelos da filha, bagunçando-os de forma a tirar o laço que os prendiam. Sapphire fez uma cara emburrada, enquanto Birch ria com a filha.

— Você vai ter certeza quando encontrar o treinador certo.

• • •

No Centro Pokémon de Oldale, uma menina repousava sentada a uma das mesas do refeitório. Ela aparentava estar bem descansada, indicando que havia acabado de acordar. À sua frente, na mesa, jazia uma xícara de café quente. Ela mantinha-se recostada no sofá de couro, mexendo a bebida com uma pequena colher de açúcar.

Ela pegou um panfleto de sua mochila, e começou a ler devagar. Era um informativo sobre uma grande competição que estava prestes a começar em Hoenn, conhecida como Batalha da Fronteira. Era um evento simbolizando uma parceria entre as regiões de Kanto e Hoenn, e naquele ano a segunda seria a sede da competição.

Os olhos passeavam de linha a linha, colhendo algumas informações sobre o evento, tais como período de inscrição, modelo de competição, dentre outros detalhes. Ela estava tão centrada no panfleto que sequer notou a aproximação de uma das enfermeiras do local, que estava cuidando da recepção naquele dia.

— Senhorita Camila — disse a enfermeira, fazendo a menina tomar um susto e dar um salto do sofá. — Já foi chamada três vezes.

— Sério? — ela indagou em tom de surpresa. — Mil perdões! Eu estava completamente distraída! Aconteceu algo?

— Na verdade eu só vim informá-la que seus Pokémons já estão liberados.

A menina sorriu ao receber a notícia. Seu destino era a cidade de Rustboro, mas estava a alguns dias caminhando incansavelmente pelas estradas, e por isso uma parada era necessária ao encontrar uma cidade como Oldale. Agora que seus companheiros estavam revigorados, era hora de partir.

Camila caminhou até o balcão da recepção, onde recebeu suas Pokéballs de volta. Pediu mais algumas informações sobre o trajeto até o seu próximo destino, Petalburg, e enfim saiu pelas portas do hospital. Caminhou um pouco em direção à rota, mas logo deu uma parada, fazendo uma cara de dúvida. Sentia que estava se esquecendo de algo.

— O PANFLETO! — e saiu correndo de volta para o Centro Pokémon.


• • •

Alguns últimos detalhes foram acertados para que finalmente Ruby e Sapphire pudessem partir. Dado certo tempo, eles já estavam em frente à rota de saída de Littleroot, e o próximo destino seria Oldale. Pararam uma última vez, deixando que a brisa fresca corresse à frente, e resolveram seguir.

Eles caminhavam pela rota tranquilamente, porém Ruby percebeu que Sapphire começava a criar um semblante de incômodo. O garoto não sabia ao certo o que estava se passando, talvez o nervosismo de finalmente sair em jornada estivesse afetando a sua companheira de estrada. Ele fez menção de tocar no ombro dela, mas percebeu um recuo brusco por parte da garota, seguido de um gemido de dor.

— Onde você se machucou? — perguntou o garoto.

— Do que está falando? Eu não estou machucada — Sapphire fez cara de desentendida, tentando ainda disfarçar a dor.

— Não tem como esconder. Sua cara denuncia claramente.

Sapphire deu um suspiro. Sabia que naquela altura já não era mais possível esconder de Ruby a dor que sentia. Era seu braço direito que doía, e ela resolveu abrir o jogo.

— Eu acabei caindo da escada lá em casa hoje cedo — disse, exibindo um sorriso sem graça enquanto coçava a parte de trás da cabeça. — Mas só começou a doer agora...

Ruby imediatamente fez com que a menina se sentasse em um tronco de árvore próximo à estrada de terra, e de dentro de sua mochila retirou um kit de primeiros socorros. Ao perguntar onde doía, Sapphire sinalizou a região do cotovelo, e o garoto prontamente utilizou um spray para amenizar o incômodo. Em seguida, retirou algumas faixas, e enrolou o braço da menina com elas, apertando o curativo com um nó em seguida.

— Precisa apertar tanto? — questionou Sapphire.

— É apenas para diminuir o risco de inchaço.

Os dois descansaram após o breve tratamento. Ruby respirou fundo, recuperando o fôlego após o trabalho de imobilizar o braço de sua amiga. Sapphire ainda sentia um desconforto por conta de seu braço estar praticamente imobilizado pelas faixas que o apertavam, mas a dor já começava a desaparecer por conta do efeito do spray.

— Acabamos de sair e você já está gastando os suprimentos médicos? — disse o menino com um ar de preocupação. — Desse jeito vamos morrer em poucas semanas...

— Deixa de ser dramático! — Sapphire resmungou. — No máximo não teríamos curativos para alguns machucados.

— O que poderia nos causar uma infinidade de infecções — Ruby fez uma pausa com uma expressão beirando o desespero. — Aí vem a parte onde a gente morre.

Os dois então riram, enquanto permaneciam sentados no tronco jogado. Eles não tinham pressa para cruzar a estrada. Estavam aproveitando cada momento daquele novo estilo de vida, que os acompanhariam por um bom tempo a partir daquele dia.


O clima era agradável. Um sol ameno indicava que o tempo não traria complicações naquele dia, então eles poderiam viajar sem preocupações. Oldale também não era tão longe, então qualquer surpresa inesperada e eles teriam um abrigo no Centro Pokémon. Mas naquele momento só queriam mesmo era sentir o espírito de aventureiros nascer em suas almas.

— Por que não aproveitamos esse descanso para conhecer os nossos novos amigos? — Sugeriu Sapphire, retirando a Pokéball de Torchic do bolso.

— Tem razão. Acho que é a oportunidade perfeita — concordou Ruby.

Os dois liberaram seus Pokémons escolhidos, e se animaram para uma apresentação. O que eles não esperavam era uma recepção completamente indiferente de Treecko e Torchic. O réptil lançava um olhar nada amigável para Ruby, enquanto Sapphire não conseguia se aproximar do pequeno inicial de fogo, que se retraía de forma desconfiada.

— Eles não deveriam ser de espécies amigáveis? — questionou Ruby, claramente com medo de chegar perto de seu Pokémon.

— Mas eles são — respondeu Sapphire. — Será que estão chateados com alguma coisa?

Os dois caminharam para lados distintos, mas ao mesmo tempo se afastando de seus treinadores. Ruby fez menção de retornar Treecko para a Pokéball, mas foi impedido por Sapphire.

— Deixa eles pegarem um pouco de ar livre — disse a garota. — Talvez isso melhore o humor dos dois.

• • •

“Do solo surgiu o grandioso titã terrestre. Do oceano emergiu o majestoso imperador dos mares. E estes batalharam de forma devastadora durante dias, disputando a hegemonia, o domínio de nosso planeta. Um queria expandir os continentes. O outro queria cobrir tudo de água. E dos céus desceu o guardião de todos nós, e acalmou os dois monstros.

Alguns anos se passaram, e nosso povo continuava cultuando Lord Rayquaza como o salvador de nossa raça, até que os sacerdotes previram a destruição vinda dos mesmos céus de onde nosso grande rei viera. Seria um castigo divino? Ou um destino reservado para nós? Não, nenhum. Acreditávamos fortemente que era apenas um acidente, que nada daquilo seria oriundo de uma força superior, senão a da própria natureza.

Canalizamos a energia de nosso povo em um único membro de nossa tribo. Este se dirigiu até os mares distantes do sul e de lá utilizou todo o poder que lhe foi concedido para implorar ao grande salvador por mais uma intervenção divina. E ele veio. Mais uma vez estávamos salvos.

Este homem que concentrou o poder de nosso povo ficou responsável por passar as histórias de Lord Rayquaza para as gerações mais jovens, e por isso ficou conhecido como o Guardião do Conhecimento. Este título é o mais importante de nossa cultura milenar, e é passado de geração em geração para os jovens que são escolhidos para receberem a dádiva do poder do grande dragão dos céus.”

— E agora é chegada a sua vez, minha querida neta — dizia uma velha senhora para uma garota de aparentemente vinte anos de idade, que mantinha-se sentada à sua frente com uma feição de desdém.

— Está dizendo que um suposto deus onipotente que nos salvou de um apocalipse de meteoros decidiu sem motivos aparentes que eu vou deter a responsabilidade de coletar o “poder” — a garota fez sinal de aspas — da nossa tribo e salvar o planeta junto com ele caso aconteça alguma treta? Conta outra.

A velha imediatamente levantou-se em fúria, puxou um leque de dentro de suas vestes e o usou para golpear com força a cabeça de sua neta, que apenas soltou um baixo gemido de dor.

— Mostre respeito pela história de seu povo, garota! E basta de blasfêmias! Acha que eu tive a brilhante ideia de colocar VOCÊ para um cargo tão importante? Foi agraciada com um dom divino, mostre um pouco de maturidade! Já está na hora de você crescer, Zinnia!

A garota revirou seus grandes olhos rubros, parecendo não se importar muito com o sermão de sua avó. Zinnia era uma menina de boa criação, mas não gostava de carregar o peso de uma responsabilidade tão grande. Por isso acabava agindo de forma infantil, numa última tentativa desesperada de não precisar levar uma vida cheia de regras. Em vão.

— Tsc, balela! Estão querendo me aprisionar sob o pretexto de que eu agora sou responsável por decorar uma mísera lenda e sair contando pra todo mundo que eu encontrar pela frente. Suave, eu saio espalhando a historinha de vocês. Só não me faça passar o resto dos meus dias parada igual uma estátua, esperando acontecer alguma porcaria qualquer que a gente nem sabe o que vai ser!

Zinnia então virou as costas para a sua avó, que a encarava com uma expressão de desgosto. A garota não disse mais nada. Apenas bufou e saiu pela porta da casa de sua parente. Ela caminhou pela rota próxima a seu vilarejo, onde deitou-se numa rocha plana e ficou a observar as nuvens.

Ela fazia parte da tribo dos draconids, um povo nativo da região de Hoenn, que guardava grandes histórias, mas também grandes segredos, o que só fazia as pessoas se sentirem mais atraídas por sua cultura peculiar. No entanto, Zinnia não parecia se empolgar com sua raça, e a pressão de ser a escolhida para carregar o título de Guardiã do Conhecimento só a deixava ainda mais tensa.

Uma pequena criatura apareceu próxima à menina. Era rosada, com as pontas das orelhas e pés amarelas. Tinha uma expressão indecifrável, mas Zinnia parecia entendê-la muito bem. Era sua companheira Whismur, que a menina nomeou como Aster. Zinnia a recolheu para perto de si, onde ficaram por horas apenas apreciando o céu de sua terra.


— Draconids, Rayquaza, profecia... Eu vou é me mandar daqui — dizia para si própria. — Eu tenho o direito de viver a minha vida da forma que eu quiser, e ninguém vai me impedir por causa de uma religião idiota!

FIM DO CAPÍTULO 3

{ 10 comments... read them below or Comment }

  1. Que comece a contagem de tombos que Sapphire vai levar durante sua jornada :v

    YOO SIGERT. BEM?

    Okay, eu tava te devendo um comentário no capítulo 2, mas vou pagar no 3 porque eu vivo perigosamente:v
    E agora começa a jornada, lembra até a época que joguei Pokémon Ruby pela primeira vez e tinha que escolher entre Torchic, Treecko e Mudkip. Pura nostalgia :33

    Olha Kanto representando aí de novo. Tenho certeza que Hoenn e Kanto vão se completar muito. BORA TRABALHAR PRA ISSO kk
    A Camila é uma personagem muito interessante, é meu primeiro contato com ela, mas falam tanto dela que con certeza vou gostar :33 Até porque ela é distraída como eu. "Já foi chamada três vezes", sei como é kkkkkk

    Hmmmmmm, minhas suspeitas de shipp se tornaram reais, Rupphire ou Sapphuby is real <3 Ele é tãoooo cuidadoso, e ela é tãooo desastrada,são os opostos perfeitos <3

    Agora, a terceira parte : Zinnia!
    No jogo, eu não dei tanta atenção a ela, mas tenho certeza que em Hoenn, você fará um bom trabalho com ela o/
    Ela tem uma personalidade maneira também, é a sua cara mesmo.
    Parabéns pelo capítulo, bro o/
    Até a próxima <3

    ~Star-chan

    Ps: Não se preocupe, vou providenciar a atualização dos trainer cards :33

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    1. Já eu tenho uma nostalgia dupla, vinda tanto dos jogos quanto da fic antiga. Mesmo que esse começo seja de uma nova forma, ainda é Hoenn, então eu continuo me sentindo em casa! :D

      Ah, Kanto é praticamente um continente-irmão de Hoenn, já que ambos fizeram parte da 3ª geração (RSE e FRLG). Então temos que honrar essa ligação e bolar umas ideias loucas! Fora colocar em prática as que já temos pensadas, né? :B

      Eu achei que a loucura de shippings já tinha terminado, mas é só você voltar aqui pra poder plantar de novo a semente do caos! Vai com calma! kkkkkkkk

      A Zinnia foi uma personagem que despertou meu interesse já nos jogos. Eu acompanhei a história atentamente em Alpha Sapphire, e curti muito essa ideia dos draconids. Eu planejo trazer um pouco da história deles para cá, porque eles merecem atenção. ;)

      Sua ajuda já tem sido muito importante. Esses Trainer Cards ajudam muito a acelerar a atualização das páginas de personagens, que espero lançar em breve. Mas não tenha pressa. :)

      Valeu Star! Até mais! õ7

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  2. Yoo Shadow
    Também não comentei no capitulo 2 mas irei comentar o capitulo 3 =]
    Finalmente alguém que escolhe o inicial de grama,amém senhor alguém escolhe o Treecko como inicial,mesmo que este em especifico pareça um tanto quanto revoltado/ofendido,talvez um tanto sombrio,ou seja DARK ou ele só se ofendeu por que o Ruby disse que ele é feio em palavras diferenciadas,falo mesmo(levarei isso como ofensa também)
    Ei manolo e esse Rayquaza não vai sair voando lokão por ai?(mega referencia)
    Nossa mano o shipp é real :3 #RupphireForever

    Ótimo capitulo mano
    See Ya

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    1. EI, EU SEMPRE ESCOLHO O TREECKO!

      E posso jurar que isso não influenciou em nada na distribuição das equipes, até porque os protagonistas têm importância igual na história. :)

      Esse Treecko é bem transtornado. Você ainda não viu nada! Espere até o próximo capítulo que você vai entender o que eu quero dizer.

      Lá vamos nós com esse Rayquaza! kkkkk

      Daqui a pouco vou ter que transformá-lo em um personagem de verdade, ou você e o Canas vão acabar me matando!

      E sobre o shipp, bem... Isso aí são vocês que estão dizendo, hehehe

      Valeu pela presença, Dark. Abraços!

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  3. Cara,o cáp ficou maneiro.Isso me lembra que na primeira ou segunda vez que joguei Pokémon Ruby peguei o Treeko.Hoje em dia tô gostando mais do Mudkip.

    Bom,Zinnia aparecendo no cáp 3 eu não esperava,bem interessante,pois você acoplará algo relacionado ao ep Delta desde o ínico da fic.Bem,não tenho muito a comentar,exceto que o cáp ficou bom.

    Té mais!

    Ass:

    Supremo Líder da Ordem Da-Qual-Fazem-Parte

    Sir Naponielli

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    1. Olá Sir! õ/

      Algumas vezes eu pego Torchic ou Mudkip, mas na maioria das vezes eu vou com o Treecko. Sei lá, não importa em qual estágio de evolução ele esteja, sempre continua sendo badass! Mas as escolhas dos iniciais de Hoenn são bem complicadas mesmo, pois os 3 são muito bons. Não desmerecendo os outros, só que geralmente nas outras regiões eu tenho a escolha bem definida desde sempre.

      Com relação à Zinnia, se você me perguntasse sobre ela antes da história começar a ser escrita, eu diria que ela ia aparecer sim, só não imaginava que seria tão cedo e que ela teria uma atuação tão participativa nos eventos da história. Ela é claramente uma surpresa até mesmo pra mim. :D

      Fico feliz que tenha curtido, cara. A gente se fala qualquer hora!

      Até!

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  4. Diga aí, man! Aqui estou, e é hora de seguir jornada. Pelo visto você se livrou do incidente com as Poochyenas numa rota aleatória, e ao invés de colocar o senhor Birch se metendo em confusões, optou por dar atenção à Sapphire que é a verdadeira protagonista. Gostei muito da maneira como você fez a queda na escada mais tarde se tornar relevante, esse é um detalhe que muitos ficwriters se esquecem, quando comentamos algo lá no começo e isso se torna irrelevante para frente. Tipo, ela caiu da escada, isso dói pra porra, era óbvio que ela teria que sentir alguma coisa e foi legal você colocar o Ruby cuidando dessa ferida. Até porque isso é FOFO PRA CARALEO, THE SHIPP IS REAL kkkkkkkk

    Outra saída muito interessante que você arranjou foi para o Mudkip. Assumo que ele estará nas mãos da Camila dentro de alguns capítulos, e eu meio que me perguntava por que raios ela iria primeiro para Litteroot só pra pegar o bendito Mudkip e depois se deparar com os protagonistas e blá, blá, blá. Seria bem maçante, mas nessa hora entra a importância do laço familiar entre o Birch e a família, afinal, ele pode mesmo ter toda confiança em deixar uma importante aquisição com a filha. Ele não poderia deixar com o Ruby, por mais bondoso que ele pareça, seria uma saída preguiçosa apenas jogar o Mudkip na história e falar: Dá pra quem quiser, moleque kkkkkk E a propósito, OBRIGADO por não ficar descrevendo os iniciais e depois colocar a mesma imagem deles logo embaixo! Dei esse toque pro Dento outro dia, muitos ficwriters estão com essa terrível mania de descrever o Pokémon como se fôssemos leigos, mas quem está lendo uma fic de POKÉMON obviamente sabe muito bem do que se trata. Um parágrafo razoável é mais do que o suficiente para falar dos três, você não perdeu tempo com descrições que os fazem parecer alienígenas, então obrigado kk

    Pude conferir um pouco de seu progresso com o Dante e o Jeff, vamos ver como você trabalhará isso daqui para frente porque você está criando algo muito inusitado se compararmos à Hoenn antiga: diversas histórias acontecendo ao mesmo tempo. Até o momento você tem quatro, cara. 1 - Ruby e Sapphire, 2 - Camila, 3 - Zinnie, 4 - Pokémon Point of View. É bastante coisa para quem ainda está no comecinho, mas isso trouxe uma certa dinâmica e permitirá que não nos cansemos tão rápido de nenhum deles. A essa altura do campeonato na maioria das fics já até nos enjoamos dos protagonistas kkkkkk Não joguei o episódio Delta, tudo da Zinnia é uma bela novidade para mim, creio que terei uma visão única sobre o que você pretende trabalhar com ela, Rayquazas que voam e muito fumo kkk Brincadeiras à parte, será bem inusitado mesmo, são diversas sub-tramas que alimentarão o enredo e darão uma velocidade impressionante para você sempre se renovar a cada capítulo.

    Pra você ter ideia, a única coisa que me marcou na Hoenn antiga a essa altura era o Rayquaza voador. Pra você ver como os capítulos antigos não tinham meio que praticamente nada relevante que não fosse apenas uma longa introdução como qualquer outra jornada. Tudo caminhando muito bem por essas bandas, companheiro, mantenha o ritmo! :)

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    1. Nota pré-resposta: comecei a responder este comentário às 17h. Sinta-se honrado kkkk

      É, eu acho que eu precisava me livrar de alguns mitos, como o de que as fics de Hoenn devem sempre ter essa cena com os Poochyenas atacando o Birch. Véi, isso já aconteceu no anime e nos jogos! E a dinâmica aqui é bem diferente. Apesar de que na AEH antiga eram Mightyenas, numa tentativa de "aumentar o perigo", mas não deu tão certo quanto eu acreditava que daria na época...

      Cara, eu nem pensei muito por esse lado na hora de lembrar da queda da Sapphire. Se você perceber, desde o capítulo 1 ela vem construindo uma imagem de desastrada, então pra ser bem sincero, a intenção de recuperar a cena foi justamente essa. Você ainda vai se acostumar a ver essa menina levando cada tombo que vai parar no Faustão. Se ainda sobrar algo da Sapphire no final da história é motivo para comemorarmos!

      E assim como eu falei pro Dark Grovyle logo acima, essa coisa de shipp são vocês que estão dizendo. Mim não saber de nada!

      A questão do Mudkip exigiu que eu sentasse um pouco pra pensar no que fazer. Na AEH antiga, quando eles saíram em jornada, a Camila já estava há tempos andando pelas rotas por aí, então foi fácil encaixar o Mudkip na equipe dela. Só que agora ela já foi apresentada quando ainda desembarcava de Kanto. E se o Mudkip vai realmente ficar no time dela, bem, isso só o tempo dirá.

      Isso é o que venho falando há algum tempo pra vocês, e agora com essa entrada oficial da Zinnia na história eu tive a oportunidade de dizer pro pessoal que acompanha a história. Não é só pelo fato de estar sempre renovando os personagens principais, e assim evitando o cansaço dos leitores, apesar de que esse é um ponto crucial nesse modelo que estou tentando fazer, mas até mesmo pelo fato de que é divertido você ter vários "núcleos" na história, e depois brincar de entrelaçar os caminhos vez ou outra. Vai ser uma experiência que requer atenção pra eu não acabar fazendo uma mistureba incompreensível, mas no fim das contas acho que eu até vou me divertir mais fazendo esse tipo de coisa!

      Não jogou o Delta Episode? Tá perdendo muita coisa! A história é legal, e abre brecha pra você capturar vários lendários! Fora que você vai acabar conhecendo a Zinnia, então dá pra ter uma ideia do que significa a cultura draconid na região de Hoenn. E você não vai descansar enquanto não aparecer o Rayquaza voando boladão, né? Me lembre de te recomendar ler com um paramédico ao lado quando esse capítulo chegar, porque eu acho que você não vai aguentar de emoção...

      Eu fiz questão de analisar o quanto de detalhes chamam a atenção nesse começo. Focar em um ponto só foi realmente ruim na outra história, mas agora estou bem mais atento. O momento é de abrir as portas para mais algumas histórias, e em seguida começar de vez a parte que vocês devem estar esperando: as batalhas de ginásios, contests e a Fronteira!

      Estou me esforçando para seguir com o trabalho, cara. Tenha certeza de que disposição não vai faltar! õ7

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  5. Boas!

    Antes de mais, belo capítulo Silgert, muitos parabéns por tudo. Quer sejam as descrições, os diálogos e, uma coisa nova aqui em Hoenn, todos esses núcleos de personagens e histórias diferentes. Muito bem pensado!

    Bem, parece que a distribuição dos pokémon iniciais permanece igual à "primeira versão", e, mais uma vez, não me posso queixar. Acho que cada um encaixa muito bem em cada protagonista e estou a gostar dessa drama à volta dos pokémon. Já agora, o Mudkip é da Camila, certo?

    POR FALAR EM CAMILA
    Ai nem queria acreditar! Ela está de volta! E desta vez parece que já trás pokémon com ela! Muito, mas mesmo muito ansioso para descobrir quais são e ver essa moça a combater na Fronteira de Batalha!
    EU TIVE SAUDADES DELA

    E o que dizer da Zinnia? Gostei muito da personalidade dela. Decidida e sincera, estou muito ansioso para ver o papel dela na história e estou mortinho para que ela se encontre com Ruby e Saphire.

    POR FALAR NESSES DOIS... EU SHIPPO!

    Bem, parece que agora é de vez, a jornada já começou e eu não posso esperar mais para ver as coisas a pegar fogo!
    Quero capturas, combates, ginásios e competições! Venham eles!

    Bom trabalho! Bye!

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    1. No post das notas do autor eu cheguei a comentar com um leitor que eu quase coloquei o Mudkip no time do Ruby. Mas decidi manter os iniciais com os treinadores correspondentes à primeira versão da história, principalmente o Treecko. No próximo capítulo você vai entender o motivo. :)

      A Camila tinha que estar nessa nova versão, né? Ela se esforçou tanto para melhorar na história antiga, que seria até cruel não dar a ela o reconhecimento por isso. Ela chega a Hoenn agora um pouco mais madura, por já ser uma treinadora mais experiente, mas com o tempo você vai ver que ela continua sendo a mesma Camila de sempre. Sobre o Mudkip... Vai ter que esperar pra ver. >:)

      A Zinnia foi a grande responsável pela ideia de interligar várias tramas. Ela se desenvolveu tão naturalmente na história que eu não me conformava que ela fosse uma coadjuvante! Ela precisa ter destaque também! Sinceramente, eu não sei quando ela deve se encontrar com o Ruby e a Sapphire, mas pode ter certeza que quando isso acontecer os níveis de insanidade serão elevados. Cuidado!

      Vocês estão apressados demais nessa história de shippings! Basta uma troca de olhares e vocês já estão com a cabeça no casamento, lua de mel, nomes dos filhos, etc! kkkkkkkkkk

      Valeu pela presença, Angel! Não se preocupe com a questão de tempo, pois as prioridades vêm primeiro. Fico feliz que esteja gostando da nova história.

      A gente se vê qualquer hora! õ/

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